Assim me pareceu o mês de julho quando passei logo de manhã em frente a uma escola.
Diferente dos outros dias, agora ela está vazia, silenciosa e esquecida. Pudera, mês de férias. Certamente boa parte da garotada não compartilha desse mesmo sentimento de nostalgia, estão brincando, viajando ao lado da família.
As férias são sempre bem vindas, representam antes de tudo, o término de um ciclo, de uma fase de aprendizado, o qual esperamos, principalmente nós que somos pais, que tenha sido assimilado com um bom aproveitamento.
Contudo, devo dizer que o silêncio, a ausência de risos e gritarias da hora da chegada ou do recreio me trouxeram sim, uma certa nostalgia, provavelmente o frio característico dessa época do ano contribuiu para acentuar esse estado de espírito. Constatei então que as férias de fato chegaram, para todos , em todas as escolas ou quase todas, salvo aquelas que manterão algumas atividades recreativas.
As escolas estão vazias, desertas e estranhas, sem vida, sem brilho, de repente assumiram um ar de interrogação. O ultimo sinal do semestre tocou anunciando um grande intervalo.
Por alguns dias não veremos crianças uniformizadas caminhando pelas ruas, algumas apressadas acompanhadas pelos pais, tentando driblar o atraso e a “tia” do portão, outras mais tranqüilas, ou melhor dizendo, ainda sonolentas. Alguém me lembra que o trânsito fluirá melhor. Sim, as férias trazem muitos benefícios, longe de mim criticá-la.
Esse não é um artigo anti férias, pelo contrário, aproveitemos a companhia das crianças, dos adolescentes, dos namorados estudantes, dos esposos estudantes, das mães e pais estudantes e até do vovô que ainda estuda. Mas vamos aproveitar também as boas lembranças da escola, com todo o aprendizado que só ela nos proporciona. O convívio com os amigos, as lições dos mestres, as brincadeiras e festas que a gente nunca esquece.
Às vezes, me arrependo por não ter aproveitado todas as oportunidades que a escola me oferecia. Deveria ter sugado mais da sua principal essência, o conhecimento. Deveria ter cultivado mais amigos e livros, deveria ter buscado mais auxilio com os professores.
Certamente a nostalgia que experimentei nesta manhã surge de lembranças como essas.
Então, enquanto as escolas estão vazias, enquanto as lousas aguardam para compartilhar novas lições, nos intervalos das férias, quando “cansarmos” de brincar e nos divertir, proponho o “passa tempo” de pensar na escola, relembrar dos amigos e colegas de classe, dos professores e funcionários, do que fizemos desde do inicio do ano até esse intervalo.
Sugiro mais, que tracemos novos sonhos e metas para o retorno as aulas, quando a escola nos receberá, de portões ou por que não dizer, de braços abertos, prontos para recomeçar.
Ela certamente espera que tenhamos animo e paciência para aprender e compartilhar, que voltemos cheios de planos de crescimento, nos quais ela deverá estar incluída.
Os anos que percorremos com ela, dentro dela, parecem longos, trabalhosos, às vezes difíceis e cansativos, mas o modo como conduzimos esses anos é o que fará toda a diferença em nossa vida. As lembranças, alegrias, sucessos ou fracassos têm na escola o seu maior alicerce.
Boas férias, brincadeiras e diversão e quando chegar o tempo, boas aulas!
Não custa ver o outro lado da moeda também, pois muitas vezes algumas escolas não estão preparadas para a demanda de alunos da região, os velhos problemas de falta de equipamentos e número de professores... Contudo, se você sentiu falta é porque a sua escola era mais do que razoável, acertei?
ResponderExcluirEu estudei em escola pública até a 4a. série, quando então ganhei uma bolsa de estudos para um colégio privado. E a minha escola, dos tempos da abreviatura "E.E.P.S.G.", era boa e sim, tinha saudades, fui na maior parte das vezes um aluno meio "nerd", mas não sentia lá muita falta nos tempos de férias! Até, Elen!