dezembro 01, 2009

A fome !



Quisera eu escrever...apenas escrever sobre meus sentimentos, sobre meu egoísmo, sobre minha vaidade, sobre meu amor, minhas desilusões e tristezas que não são nada, que se tornam tão pequenas e insignificantes diante de imagens como essa.


Mais que uma simples imagem...mais que um registro da indiferença social, do descaso, da pobreza.
Vejo um apelo...um pedido de socorro.


Quisera eu poder colocar em tudo que faço apenas coisas belas, quisera estar voltada para as coisas de natureza intima, meus poemas, minhas inquietudes.


Quisera poder olhar apenas para o meu universo, para as dificuldades do meu cotidiano...dificuldades que se tornam tão pequenas, mesquinhas e certamente suportáveis.


Não posso viver presa apenas às minhas necessidades e inquietudes. Não posso quando retratos de uma realidade próxima ou não, não importa a distância, aterrorizam e destroem as minhas ilusões.

Não vivemos no tempo da perfeição é verdade, mas não precisava ser assim...não assim,  tão doloroso, tão entristecedor.


A fome dói, deixa um vazio no estômago mas o vazio maior deve estar na alma de quem sofre, de quem vive.


A fome mata antes de mais nada a dignidade do ser humano.


Espero que muitas pessoas possam se emocionar, que seus olhos embargados ou não de lágrimas registrem em suas mentes e corações imagens como essa, e  o mais importante, que esse olhar lhes traga um pouco de revolta.


Espero que essa revolta nos leve a refletir sobre nossas crenças, sejam elas de natureza religiosa ou política...talvez seja um caminho.


Espero que a fome alheia machuque nossas almas a ponto de ressuscitar os valores mais nobres e humanos, tantas vezes esquecidos ou relegados.

Elen Carla

     

novembro 27, 2009

novembro 20, 2009

Clarice Lispector nas entrelinhas




Mas  já que se há de escrever, que ao menos não se esmaguem com palavras as entrelinhas.
O melhor ainda não foi escrito. O melhor está nas entrelinhas.

Frase da escritora Clarice Lispector

novembro 19, 2009

novembro 10, 2009

Labirinto


   Labirinto
   Minto!
   No íntimo
   Sou labirinto
   Minto!
   Porque me sinto
   Como quem sempre se acha
   Mas sou forte 
   Labirinto
   Mesmo forte como rocha
   No íntimo
   Labirinto
   Me desfaço em fragmentos
   Quando finjo que me acho

Elen Carla 1996

outubro 29, 2009

Crônicas de Hilda Hilst

Deus pode ser uma negra noite escura,mas
Também um flambante sorvete de cerejas.
Crônicas

Machucou-se, leitor? Escandalizou-se, leitor?
                                                ( coitaaado!)

Quem foi Hilda Hilst ?

Poeta, dramaturga e ficcionista, Hilda Hilst escreveu por quase cinquenta anos.
Foi agraciada com os mais importantes prêmios literários.
Hilda sempre foi reconhecida pela crítica como grande inovadora da escrita. Seus trabalhos são marcados por uma mistura de gêneros e seus pensamentos e imaginação garantiram uma obra profunda e peculiar. 

outubro 17, 2009

Dos ímpares, pares

Vamos criar
Poemas sem lógica
Vamos somar
Em frases inúteis
Vamos falar
Com números pares
Vamos lançar
Poemas aos ares